O Mar não pára por ter no seu alcance um cardume, nem pára por ter rochas ou fundos no seu caminho. O mar continua em frente sem parar, seguindo e incluindo tudo e todos.
É um enorme monstro democrático, para o Mar todos são iguais, todos têm a mesma a importância, todos são incluídos. Todos entram na corrente.
É como passear na praia ou conduzir nas estradas perto das praias durante a tarde nos dias de muito calor e pouco dormir. Estamos cansados, a cabeça doí, os olhos não vêem, os rostos não têm expressões. É só um imenso cansaço...O sol a pique não deixa ver reflexos, caminhos ou estradas.
O ruído é muito baixo, quase nada. A confusão é muita, mas pode ser irreal ou disfarçada.
Eu também disparava. Eu também sou indiferente. Eu também sou estrangeiro.
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