Li a notícia à minutos. A notícia no Público era das 9.45 da manhã. Não vi televisão e no rádio só passou música.
Faleceu hoje o João
Bénard da Costa.
Quantas vezes o li no Público (à sexta feira, na página em
frente do Miguel
Sousa Tavares) e antes de encontrar as notícias internacionais e de ver as cores do Y.
Não
compreendi (não compreendo) quase nenhuma das observações que fez sobre Florença, sobre a sua pintura ou escultura. Ainda guardo a página do comentário ao
Signs e a admiração pelo M.
Night Shyamalan. Lia-o com imenso prazer.
Mais tarde li os livros dos filmes lá de casa e dos as crónicas dos filmes da sua vida.
Ouvi-o falar da poesia da Sofia, de quem foi muito amigo.
Não o vi nos filmes do
Manoel de Oliveira, mas vi-o em Sintra no
Raoul Ruiz.
Escutei-o na rádio falar sobre política, economia, sobre a sua juventude de oposição nos moviemntos católicos, afinal foi duas vezes o papa (risos) e sempre acabar nos filmes.
Apesar das diferenças de idade é como perder um compagnon de
route...sempre a vida dos filmes, ou a vida que eles nos ofereceram.
Das poucas vezes que fui à Cinemateca esperava-o ver a cada
esquina ou sentado na
primeira fila.
É um pouco da história de Portugal, e portanto da história de nós todos. Todos somos igualmente importantes na
construcção do nosso país, mas tal também passa por reconhecer e dar crédito a quem é melhor.
Um abraço e até sempre.
See you soon in a Cinema
near you.