quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Hoje estou aqui e amanhã estou ali

O mundo não é cor de rosa, mas também não é escuro. É como é. Uns dias complicados, outros dias felizes. É igual para todos, ninguém é apenas feliz, mas também ninguém é apenas triste.


Comigo é o mesmo: existem dias muito maus (tipo hoje - hoje podia ter sido um dia do adeus), alguns péssimos, outros mais ou menos, outros melhores.
Mas em geral sinto-me bastante mal. Foi um processo evolutivo e penso conseguir traçar uma linha recta que vai até à minha infância.

Não existem culpados, ou se existirem só posso ser eu, mas acho que nem isso.


Honestamente não guardo rancor a ninguém, bem pelo contrário só quero é que as pessoas sejam felizes e se sintam bem o maior tempo possível. Todas as pessoas: as que gosto mais e as que gostei menos, só quero é que sejam felizes, esse é um dos principais sentimentos que trespassam o meu coração e cérebro. E acho que sempre foi mais ou menos assim, mesmo as raparigas e mulheres de que gostava e que não puderam estar perto de mim, sempre quis que tivessem a melhor das sortes e fossem felizes (principalmente porque o mereciam muito).


Tenho 28 anos. Uma boa parte da vida como ser humano (pensando que se pode viver até aos 65 ou 70 anos já passou). Não é que tenha odiado a minha vida ou a tenha detestado. Como em qualquer pessoa os sentimentos são contraditórios, mas obviamente que não gostei de muita coisa. Sou um adulto e já percebi o que se passou de correcto e de errado e consigo mais ou menos antecipar os próximos anos de vida.
Honestamente não me agradam. E por isso estou cansado. Não é só uma questão de salvação ou de conseguir seguir um caminho próprio de auto-melhoria. Cada um é como é. Eu sou assim (e agora não vou nem tentar, nem conseguir mudar (muito).


Não quero viver por muito mais tempo. Honestamente se não fosse por saber que ia dar cabo do resto da vida dos meus pais já me tinha matado. O que me custa é saber que eles me acompanharam desde bebé com muito carinho e sacrifício e que terem de passar pela minha morte iria dar cabo do resto das vidas deles e obviamente não lhes posso fazer isso. Assim sofro eu. Mas com o andar do mundo eles também ficam mais próximo do seu fim e o sofrimento será mais curto.


Sei que não vou continuar a viver nem 10 nem 20 anos assim. Não quero. Ao ver o que vai ser a minha vida nos próximos anos, prefiro suicidar-me.
Sei que a minha vida vai acabar em suicídio. (a não ser que tenha uma acidente antes ou venha a sofrer de uma doença grave - o que não se perspectiva, antes pelo contrário ao que parece até sou bastante saudável).
Penso que acontecerá no máximo em 5 ou 6 anos (mas não creio que demore tanto). No entanto quando se toma este tipo de decisão nunca se sabe bem...tanto pode ser daqui a 5 anos como daqui a 2 semanas.
Penso que não será em breve, mas em certos momentos parece que estou mesmo perto, porque tudo me parece inútil e estranho.


Nunca fui muito de depressões, mas uma pessoa não toma a decisão de se matar sem estar um pouco na escuridão.

Não penso dar um tiro na cabeça, isso parece-me sujo e principalmente não tenho nenhuma arma (nem nunca me pareceram assim tão interessantes). Será certamente por enforcamento, daí as oliveiras e os campos. Espero que seja de manhã e que fique a rodar com a corda em círculos (risos).


A vida o é como os filmes ou a televisão, a minha vida não se vai compor para um mínimo aceitável. Mas nem existe problema, talvez nem queira que melhore...O last minute rescue do Griffith não vai resultar. Mas não existe problemas, hoje estou aqui e amanhã estou ali.

De qualquer forma espero que a última imagem que me passe pela cérebro antes do fim seja uma mulher bonita a sorrir-me.

1 comentário:

Carlinha disse...

querido Leonel, fiquei muito triste com este post :-( porque andas assim, o que sentes?

se quiseres falar aparece no msn.

um grande beijinho e abraço apertado,

não desanimes! mta força!!
Carlinha