sábado, 3 de outubro de 2009

O sol que desaparece num céu cinzento

Estou no meio do teu deserto
No meio de areias intermináveis
Por cima temos um céu sem nuvens
Um mar de complicações e desilusões
Furamos a noite quente
Contemplamos sem parar o mais estranho azul alguma vez pintado

Quando todos partem vidros
Adivinhamos o número a seguir
Soma de todos os medos

Paixões mal curadas
Palavras de amor
compreensíveis em dinamarquês ou sueco
Obsessões que nem a mão que limpa a testa suada consegue apagar
O errado mistura-se com o certo
Existe mais mar que terra
Podemos nadar sem encontrar um fundo
Olhos no ar
Possibilidades

Caminho na direcção da ausência de resposta
Ouvimos ao longe vozes
Sinais, contrições
Pequeno mundo
Colheitas secretas
A minha árvore murcha
Num universo de almas

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