sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não me falai dessas coisas

Como dizer...

Tentai, por favor tentai...
A sério sei que é pedir mais do que mereço...mas se possível:
Não me falai dessas coisas. Eu bem sei que existem (sou palerma, mas não estúpido), mas uma pessoa passa a vida a tentar evitar pensar nisso e a criar outras imaginações e vêem assim com 5 ou 6 palavrinhas apenas pôr a minha cabeça em alvoroço desesperado.
Eu prefiro nem saber, não preciso...não quero... Sei feliz e deixa-me...para sempre.

É como quando chovem pregos ou quando as cruzes são elevadas pelos criminosos e pelos fariseus. No final é só desespero e dor. A agoniante dor de não dar...não dar nada.

E pronto também tive o resto do dia a pensar nisso...

É incrível o modo como não consigo reconhecer a minha alma na minha cara. Quando me olho ao espelho vejo alguém que não conheço.
Depois do pescoço cortado é como se o sangue subisse e me pinta-se em tons vermelhos de sofridão.
Tenho má cara e má alma.

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