quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Entre sons e muros

Gosto quando passas as tuas mãos pela minha cara
Gosto quando me conheces pelo tactear dos teus dedos

Gosto de ver as pinturas das tuas unhas

Sem desespero, sem hipóteses, mas com certezas
uma pessoa precisa de ter certezas...
certeza do que é capaz e incapaz...

A incapacidade da certeza dos incertos
A alma perdida nos cemitérios de terras
o laço no topo da arvoré com os pés apoiados na cruz

o vício da armadura blindada
A guerra da protecção do amor

Livrarias perdidas no tempo
Entre La Mancha e ventos sem moinhos

Lutas medievais, caça brutal a ursos
Sangue a jorrar...saber amar
saber não odiar
saber-te aí...
vamos lá
quero ir contigo só mais uma vez

Estou a sentir-me perdido
Como as várias possibilidades
tanta cor, tão pouco sol
Queremos verão, praia, cor e calor...calor de beber a água intoxicada pelo amor perdido nas dunas de um deserto sem visita. De um olhar perdido na imensidão da multidão.

O teu querer em luz vaga e escassa,
As frechas do escuro a passar entre a luz...
Como quando a tensão é insuportável...quando olhar é demasiado pesado
e só existe água...azul ou verde, clara ou escura
Sou assim sem querer, sem ajudar, sem língua(s)
Como os gatos em noites escuras e de luas altas

Não tenho doenças,...tenho-me a mim e a ti
Tantos nomes não conhecidos,
Tanta casa sem telhados...é a guerra outra vez

Como quando senti as músicas que conhecia de ouvir-te cantá-las aos teus filhos
Com imagens, mas sem som e sem sentir...
ruas, estradas, pontes,...
nus entre exércitos de estátuas
olhando-te sem mexer os olhos
olhar-te nos teus lindos olhos para sempre
sem parar, sem interrupções
só prometendo

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