quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O espaço entre ela e o que ela sonha

O espaço entre ela e o que ela sonha,
Entre o que ela acredita e que o se dispõe a avançar

Existe um espaço na vida dela.
Um espaço só dela,
um lugar que ninguém conhece
um lugar que nunca ninguém vai conhecer
onde está guardado o que resiste das memórias e o que lembramos dos sonhos

Sempre a ouvir a música
que insiste em chamá-la para o real do irreal
em dizer-lhe que perca o Control
Com os primeiros falhanços chega a certeza da repetição, da força para o confronto olhos nos olhos

Correu para a casa nova do bairro,
Bateu à porta com as duas mãos fechadas
Bateu com força, sem parar
Os tijolos vermelhos da parede ao lado da porta partiram
Ela estava estranha em si…porque ninguém lhe abre a porta
Correu para a casa de todas as soluções
Pedia respostas…disseram-lhe que não lhe abriam a porta, porque a esperança já não morava ali…
Que mudou de lugar, mudou para outra vida…
Ela não quis acreditar e voltou a correr para a casa dos tijolos vermelhos…
Chamou, perguntou, mas não bateu à porta...
Colocou o capacete da construção e trouxe máquinas para escavar.
Depois de 1 mês a percorrer a gruta subterrânea encontrou a pequena esperança…
Ela disse para si própria que nunca ia morrer.
Pegou-a nas mãos, sorriu e beijou-a.

Na loucura da juventude diz que quer ter uma filha
Mãe e Filha
Paz e Amor
Paz e Paz
Amor e Amor

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