quinta-feira, 21 de maio de 2009

O fim do filme da vida do meu amigo

Li a notícia à minutos. A notícia no Público era das 9.45 da manhã. Não vi televisão e no rádio só passou música.
Faleceu hoje o João Bénard da Costa.

Quantas vezes o li no Público (à sexta feira, na página em frente do Miguel Sousa Tavares) e antes de encontrar as notícias internacionais e de ver as cores do Y.
Não compreendi (não compreendo) quase nenhuma das observações que fez sobre Florença, sobre a sua pintura ou escultura. Ainda guardo a página do comentário ao Signs e a admiração pelo M.Night Shyamalan. Lia-o com imenso prazer.
Mais tarde li os livros dos filmes lá de casa e dos as crónicas dos filmes da sua vida.
Ouvi-o falar da poesia da Sofia, de quem foi muito amigo.
Não o vi nos filmes do Manoel de Oliveira, mas vi-o em Sintra no Raoul Ruiz.
Escutei-o na rádio falar sobre política, economia, sobre a sua juventude de oposição nos moviemntos católicos, afinal foi duas vezes o papa (risos) e sempre acabar nos filmes.

Apesar das diferenças de idade é como perder um compagnon de route...sempre a vida dos filmes, ou a vida que eles nos ofereceram.
Das poucas vezes que fui à Cinemateca esperava-o ver a cada esquina ou sentado na primeira fila.

É um pouco da história de Portugal, e portanto da história de nós todos. Todos somos igualmente importantes na construcção do nosso país, mas tal também passa por reconhecer e dar crédito a quem é melhor.

Um abraço e até sempre. See you soon in a Cinema near you.

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